Saiba tudo sobre o Clubhouse, nova rede social que tem conquistado milhares de usuários desde o seu lançamento.

O novo aplicativo Clubhouse se tornou a febre do momento nos últimos dias e apenas na última semana as buscas pelo aplicativo saltaram 4.900% na comparação com todo o mês de janeiro. O app fundado por Paul Davison e Rohan Seth saltou de 600 mil usuários em dezembro para mais de 6 milhões na última semana.

Mas o que é o Clubhouse? 

A rede social é uma plataforma de conversas em áudio. Funciona como salas de bate-papos temáticas que podem ser abertas a todos ou privadas. Além das salas, também existem clubes, onde grupos de usuários conversam sobre um determinado tópico.

Atualmente a plataforma está avaliada em cerca de US $100 milhões, mesmo ainda em seu formato beta que começou no início de 2020. Neste mesmo ano, o Clubhouse teve um boom devido ao interesse de celebridades como Oprah, Kevin Hart, Ashton Kutcher, Drake e muitos outros.

Vale ressaltar que o aplicativo está disponível apenas na App Store (IOS e IpadOS), mas isso deve mudar segundo a empresa:

“Desde os primeiros dias, quisemos construir o Clubhouse para todos. Com isso em mente, estamos entusiasmados em começar a trabalhar em nosso aplicativo Android em breve e em adicionar mais recursos de acessibilidade e localização para que as pessoas em todo o mundo possam experimentar o Clubhouse de uma forma que lhes pareça nativa”

Outro fator que chama a atenção é a exclusividade. A entrada de um novo usuário só é permitida através de convites, caso o mesmo não possua, é possível se inscrever em uma lista de espera que não há prazo de processamento. Por isso, o senso de comunidade dentro do ClubHouse é muito forte

Mesmo com suas restrições e limitações, o aplicativo se tornou um facilitador colaborativo para aprendizado com grandes influenciadores, formadores de opinião  e CEO’s e também uma ótima forma de networking.

Contudo, uma preocupação sobre o ClubHouse é em relação às conversas que acontecem nas salas, como são controladas e quais são permitidas. Por não permitir que as conversas sejam gravadas, a plataforma  facilita que discurso de ódio e racismo tenham espaço e não tenham provas deixadas para que medidas sejam tomadas. Um ponto importante: o aplicativo seleciona um moderador em cada sala para sinalizar caso haja conteúdo impróprio ou perigoso, podendo silenciar ou remover usuários, que também podem delatar outros. Mas se não for sinalizado a sala pode continuar ativa. Inclusive o aplicativo já enfrentou algumas reivindicações por permitir o sexismo, racismo e assédio

Ainda é cedo para afirmar que o Clubhouse vai se consolidar como uma rede social popular ou se é apenas novidade passageira. O potencial existe e este tipo de comunicação só tende a crescer, segundo as tendências do marketing para esse ano, mas será preciso muito esforço para concorrer com os apps já estabelecidos no mercado.

Um concorrente direto é o Twitter Spaces, um produto da rede social Twitter com o foco em conversas por áudio e funcionamento similar ao do Clubhouse – grupos de bate-papo em que os usuários podem entrar livremente.

O Spaces ainda está em fase de testes e no seu formato beta. Neste quesito o Clubhouse já sai na frente!

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